A atividade física e a sua saúde

O primeiro estudo brasileiro sobre risco cardiovascular publicado em 1990, mostrou que na cidade de São Paulo o fator de risco com maior prevalência foi o sedentarismo (69,3%), e em ordem decrescente o tabagismo (37,9%), hipertensão arterial (22,3%), obesidade (18%) e alcoolismo (7,7%). Ordem de freqüência muito semelhante foi observada em levantamento por questionário de 1.395 médicos do estado de São Paulo, e em amostra aleatória dos habitantes do município de Porto Alegre, entre 15 e 64 anos de idade, sendo que, neste último, o sedentarismo (47%) foi seguido por tabagismo, obesidade e hipertensão arterial.

A prática regular de atividade física ou mesmo o estilo de vida mais ativo tem demonstrado ser um meio de proteção contra a ocorrência de doenças cardiovasculares, reduzindo não só a mortalidade cardiovascular, mas também a mortalidade por todas as causas. Evidências nesse sentido surgiram a partir da década de 1950, sendo definitivamente comprovadas na década de 1990.

A redução das taxas de mortalidade por todas as causas está mais associada à atividade física praticada recentemente do que à praticada em anos prévios. Adultos que fazem atividade física apresentam aumento da longevidade, independentemente do sexo e da idade.

O sedentarismo em pessoas portadoras de hipertensão, diabetes, doença coronária ou dislipidemia está associada ao aumento do risco de morte por todas as causas. A prática da atividade física reduz a mortalidade por doença coronária, doenças cardiovasculares e a morte por todas as causas, mesmo na presença de outros fatores de risco.

Evidências mostram que:

  • a) a prática de atividade física não vigorosa reduz o risco de mortalidade por doença coronária, mesmo quando esta atividade é de baixa intensidade;
  • b) maior proporção de gasto energético na população se deve às atividades rotineiras;
  • c) há grande resistência da maioria sedentária em aderir a programas de exercícios físicos.

Com a progressão nos níveis de atividade física praticada há melhora gradual dos índices de mortalidade por doença coronária, mesmo na faixa etária dos 60 anos.

Quanto à capacidade aeróbia, o mínimo de incremento entre homens de meia-idade, particularmente nos menos condicionados, proporciona redução substancial do risco de morte por todas as causas.

A atividade física regular ajuda a pessoas com diabetes. Os diabéticos tipo 2 apresentam vários fatores de risco, incluindo a hipertensão, o colesterol elevado, a obesidade e a inatividade. Uma prescrição de exercício que enfatiza a atividade de baixa intensidade e de longa duração realizada continuamente maximizará os benefícios relacionados à sensibilidade à insulina e à perda de peso. O programa de exercício físico aplicado aos indivíduos diabéticos obedece aos mesmos princípios de treinamento dos indivíduos não diabéticos, desde que sejam, seguidas as recomendações de controle do estado glicêmico e feito o acompanhamento clínico adequado. O exercício deve ser realizado 3 a 5 vezes por semana, ou mesmo diariamente, desde que seguido de um padrão regular quanto ao tipo de exercício, ao horário de realização, à dose de insulina administrada e à dieta. Devem ser evitados exercícios intensos e esporádicos. A duração das sessões deve ter entre 30 e 40 minutos, de acordo com o número de sessões por semana.

A hipertensão também é um problema que tem atinge muitas pessoas. O exercício de endurance de menor intensidade (40-70% do VO2max) demonstrou reduzir a pressão arterial. O exercício de menor intensidade deve ser realizado com freqüência e com duração suficientemente longa para produzir um maior gasto de calorias. Obviamente, não existe uma razão pela qual o programa de exercício não possa ser acompanhado por melhorias de outros comportamentos do estilo de vida, como a interrupção do tabagismo, a dieta pobre em gorduras e a redução do peso. Para aqueles que vêm fazendo uso de medicações, a pressão arterial deve ser checada frequentemente, de modo que, caso necessário, o esquema medicamentoso seja modificado pelo médico. O exercício pode ser utilizado como uma intervenção não-farmacológica para os indivíduos hipertensos.

O uso de programas de exercício para os idosos melhora a função cardiorrespiratória, e ajuda na manutenção da integridade óssea. Quando ele é associado à oportunidade de socialização, é fácil observar porque o exercício é uma parte importante da vida, da juventude à velhice.

A deterioração “normal” da função fisiológica com a idade pode ser atenuada ou revertida com o treinamento regular de endurance e de força. Os benefícios da participação em um programa regular de exercícios incluem um melhor perfil dos fatores de risco (HDL- colesterol mais elevado e LDL – colesterol mais baixo, aumento da sensibilidade à insulina, VO2 máx mais elevado e menor pressão arterial), mas os efeitos do treinamento podem demorar a serem percebidos. As orientações dos programas de treinamento físico para os idosos são similares às dos programas para os jovens, enfatizando a necessidade de um exame médico e a investigação dos fatores de risco. O esforço necessário para a obtenção do efeito do treinamento pode ser inferior ao dos indivíduos mais jovens.

A obesidade na infância tem-se apresentado como uma epidemia global. Nas últimas décadas duplicou a incidência da obesidade em crianças e adolescentes. A obesidade infantil está associada a conseqüências negativas para a saúde da criança e do adolescente, incluindo dislipidemias, inflamações crônicas, aumento da tendência à coagulação sanguínea, disfunção endotelial, resistência à insulina, diabetes tipo 2, hipertensão, complicações ortopédicas, alguns tipos de câncer, apnéia do sono e estato-hepatite não alcoólica. Quadro psicológico conturbado, com diminuição da auto-estima, depressão, distúrbio da auto-imagem, também está associado à obesidade infantil.

O tratamento da obesidade pode compreender três formas: comportamental, farmacológico e cirúrgico. Devemos entender que o tratamento comportamental é importante e deve acompanhar as outras terapêuticas. Deve-se incluir na prática diária de crianças e adolescentes obesos atividades espontâneas, como brincar, correr, saltar, além de outros hábitos que estimulam a atividade física e, se possível, adotar a prática regular de atividades físicas programadas.

A atividade física incentiva um compromisso da criança no controle alimentar e propicia a melhora da auto-estima.

A prescrição de exercício físico para crianças deve incluir estratégias diferentes das usadas com os adultos. O princípio fundamental para a prática de exercício físico na criança está diretamente relacionado ao prazer e ao bem-estar.

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